domingo, 3 de abril de 2011

"O que de mim fica em você?", de George Vitor.


Nessa correria dos dias, algo de nós sempre fica nas pessoas, nem que seja apenas uma impressão. Já parou pra pensar no que deixa esquecido, guardado no coração dos que te vêem por aí? Será um sorriso, um olhar, uma palavra?
Isso acontece tão naturalmente que às vezes a gente nem percebe.
No coração dos especiais tenho certeza que tem ao menos uma ideia do que deixa. E digo 'especiais' porque me refiro a um grupo bem específico de pessoas: as que nós amamos. Com elas nos preocupamos, cuidamos e tentamos ao máximo deixar belas coisas por lá.
E tem muita gente esperando um pouco de nós dentro delas. Mas algo que seja bom. Tão bom que dê pra guardar no peito e não deixar morrer nunca. Tão bom que transmita um pouquinho de força, de confiança nos medos da vida.
Acho que já passou o tempo de oferecermos migalhas... Ainda que seja pouco o que temos, é preciso oferecer! Entregar-se devagarzinho, com prudência (claro!), como se fosse um ritual.
Pode ser que nesse caminho a gente descubra pessoas maravilhosas que só estavam esperando alguém chegar...

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